O universo do entretenimento vive uma era de ouro das produções biográficas. A fórmula, que une a curiosidade do público por histórias reais a uma narrativa dramatizada, tem se mostrado um sucesso, e os mais recentes exemplos chegam com grande expectativa: “Chespirito: Sem Querer Querendo” e “Menem”, que mergulham na vida de duas figuras complexas e de imenso impacto em seus respectivos países e em toda a América Latina.
Uma das mais recente a chegar às telas foi “Chespirito: Sem Querer Querendo”, que estreou na plataforma Max no último dia 5 de junho. A produção narra a vida e a mente criativa de Roberto Gómez Bolaños, o gênio por trás de personagens que marcaram gerações, como Chaves e Chapolin Colorado. Interpretado pelo ator Pablo Cruz Guerrero, a série traz um paralelo entre o início e o auge da carreira de Roberto, revelando não apenas o processo de criação de seus universos cômicos, mas também os bastidores de sua vida pessoal, incluindo o conturbado relacionamento com sua primeira esposa, Graciela Fernández, e o romance com Florinda Meza, a Dona Florinda. A produção conta com o olhar próximo de Roberto Gómez Fernández, filho de Chespirito, que atua como produtor executivo e escritor, junto à sua irmã, Paulina Gómez Fernández.
Pouco mais de um mês depois, em 9 de julho, foi a vez do Prime Video lançar “Menem”. A série, estrelada pelo aclamado ator Leonardo Sbaraglia, retrata a ascensão e o governo do polêmico ex-presidente argentino Carlos Saúl Menem (1989-1999). A trama promete não fugir dos escândalos políticos e das controvérsias pessoais que marcaram sua gestão, oferecendo um olhar sobre o poder, a ambição e as complexidades de uma das figuras mais emblemáticas da política argentina recente. Diferente de “Chespirito”, que trabalha com um certo paralelismo, a ficção argentina narra acontecimentos em ordem cronológica e traz pontos de vista em primeira e segunda pessoa. Para quem se interessa ainda mais a fundo pela saga da família, a plataforma Max também lançou a série documental “A Morte de Menem Junior: Acidente ou Crime?”, que investiga a misteriosa morte do filho do ex-presidente.
Tendência consolidada no Brasil e no mundo
A aposta em grandes personalidades não é novidade, mas ganha contornos de superprodução. No final de 2024, a Netflix emocionou o público com “Senna”, minissérie sobre o ídolo da Fórmula 1, Ayrton Senna. Com Gabriel Leone no papel principal, a produção, lançada em 29 de novembro, foi um sucesso global, filmada em quatro países e aclamada pela crítica, recebendo inclusive uma indicação ao Critics Choice Awards. A participação ativa da família Senna como consultora conferiu um selo de autenticidade à narrativa.
Outro nome do esporte brasileiro que teve sua história contada foi o lutador de MMA Anderson Silva. A série “Anderson Spider Silva”, que chegou ao Paramount+ em novembro de 2023, com William Nascimento e Seu Jorge no elenco, narrou a jornada do atleta de Curitiba até o topo do mundo, sendo reconhecida com uma nomeação ao Emmy Internacional.
O filão continua forte e com novidades no horizonte. Também no último mês, o Globoplay lançou “Raul Seixas: Eu Sou”, uma série que promete explorar a vida e a obra do “Maluco Beleza”, um dos maiores ícones do rock nacional.
Esses lançamentos sucessivos demonstram um apetite crescente do público por revisitar as histórias de figuras que moldaram a cultura e a sociedade. Ao dramatizar suas vidas, essas produções, apesar de ficções, não apenas homenageiam seus legados, mas também geram novas discussões e permitem que diferentes gerações se conectem com essas trajetórias de sucesso, polêmicas, dramas e glórias.
































