No cenário interno, a atenção está voltada para a reunião do Copom. O Comitê de Política Monetária anuncia amanhã a nova taxa Selic, e o consenso entre analistas aponta para um aumento de 1 ponto percentual. Sem sinais de surpresa, a previsão já está precificada pelos investidores.
Nos Estados Unidos, os dados econômicos sugerem um momento de cautela. Indicadores de inflação menores e sinais de retração na atividade econômica ajudam a conter preocupações no mercado, mas o Federal Reserve ainda aguarda novas informações antes de definir os próximos passos. A expectativa é que a instituição analise o impacto das decisões do governo Trump antes de sinalizar uma possível retomada dos cortes de juros.
Bolsa sobe
O Ibovespa encerrou o pregão desta terça em alta de 0,49%. O principal índice da Bolsa brasileira alcançou 131.478,48 pontos, com um volume negociado de R$ 14,32 bilhões. O desempenho positivo foi impulsionado, principalmente, pelo setor agropecuário e frigorífico.
As ações da JBS (JBSS3) foram o grande destaque do dia. Os papéis da empresa avançaram 18,35%, sendo cotados a R$ 38,76. O movimento ocorre após a J&F Investimentos, acionista controladora da JBS, firmar um acordo com o BNDES, reduzindo os entraves para a dupla listagem da companhia. Analistas apontam que o processo pode avançar com mais facilidade.
Outras empresas do setor também apresentaram forte valorização. A SLC Agrícola (SLCE3) teve alta de 7,66%, enquanto a BRF (BRFS3) subiu 7,09%. O desempenho reforça o otimismo do mercado com o segmento, diante da perspectiva de expansão e maior presença internacional das companhias.


































