A revista Der Spiegel publicou que “além de evidências de experimentos arriscados de ganho de função, ou seja, a modificação artificial de vírus naturais, o material também mostra várias violações das normas de segurança laboratorial”.
Essas informações, no entanto, teriam sido omitidas pelo governo alemão na época, quando Angela Merkel era chanceler. Bruno Kahl, presidente do BND, teria informado Merkel – e depois Olaf Scholz, assim que houve a troca de governo – a respeito da operação, que teria concluído que a probabilidade de o vírus ter partido de um laboratório era de 80% a 95%.
A chancelaria, no entanto, teria decidido manter a análise sob sigilo. Com isso, nem o Comitê de Controle Parlamentar do Bundestag, responsável pelo monitoramento dos serviços de inteligência, nem a OMS teriam sido informados.
Questionada sobre o episódio, Merkel preferiu não se manifestar. O então ministro da Chancelaria, Helge Braun, e o secretário de Estado, Johannes Geismann, também não comentaram o caso.
Segundo o jornal suíço Neue Zürcher Zeitung, desde dezembro de 2024 pesquisadores independentes analisam as conclusões do serviço de inteligência alemão.
O relatório da inteligência alemã aponta para várias suspeitas de origem laboratorial da covid-19. Um número crescente de pesquisadores não descarta essa possibilidade, embora nem todos creiam nela na mesma medida. Outros estudiosos sustentam que a teoria mais provável é de transmissão do vírus de animais selvagens para humanos.
Mais de 6,9 milhões de mortos
Em janeiro de 2020, cientistas chineses descobriram a causa de um surto de uma infecção pulmonar até então desconhecida que havia vitimado um número surpreendente de pessoas na cidade de Wuhan.
Nas vias aéreas dos pacientes foram encontrados genes de um vírus de RNA de sentido positivo, pertencente à família dos coronavírus e que foi classificado no subgrupo B (beta coronavírus).
No dia 5 de maio de 2023, a OMS divulgou que a covid-19 não representava mais uma emergência de saúde global, o que levou ao fim da pandemia que matou mais de 6,9 milhões de pessoas em todo o mundo e deixou economias e comunidades devastadas.
Em pouco mais de três anos, estima-se que o vírus tenha causado cerca de 764 milhões infecções em todo o mundo, e cerca de 5 bilhões de pessoas receberam pelo menos uma dose de vacina contra a doença.
gb/ra (ots)



































