O Porto do Açu, em São João da Barra, no Norte Fluminense, consolidou-se como o maior exportador de petróleo do Brasil e ganhou importância estratégica para o setor energético nacional. Idealizado pelo empresário Eike Batista no início dos anos 2000, o complexo foi planejado para funcionar como um grande polo logístico e industrial.
As operações começaram em 2014, inicialmente com embarques de minério de ferro. Com o avanço da indústria de petróleo e gás, porém, o empreendimento passou por uma expansão que transformou sua estrutura em uma das principais rotas para o escoamento da produção brasileira.
Ao longo de mais de uma década, os investimentos no complexo ultrapassaram R$ 9 bilhões. Os recursos foram destinados à construção de terminais, dutos, áreas industriais e estruturas de apoio, atraindo grandes empresas ligadas ao setor de energia.
Apesar de ter sido responsável pela criação do projeto, Eike Batista não participa atualmente da administração do porto. Após a crise do Grupo X, em 2013, o controle passou para a gestora americana EIG. Atualmente, a Prumo Logística, responsável pela operação do complexo, é controlada majoritariamente pela EIG e conta com participação do fundo soberano de Abu Dhabi, Mubadala.
A expansão ocorre em meio ao crescimento da produção nacional de petróleo, impulsionada principalmente pelo pré-sal. Em 2026, o Brasil alcançou médias superiores a 4,4 milhões de barris por dia, enquanto o pré-sal respondeu por mais de 80% da produção.
Com conexão a dutos e plataformas, o Porto do Açu continua recebendo novos projetos e ampliando sua infraestrutura, reforçando seu papel no transporte e na exportação de petróleo brasileiro.
*Com informações do portal A Crítica


































