O Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV) afastou, nesta quinta-feira, John Textor do comando da SAF do Botafogo. Em sua primeira manifestação pública desde a decisão, o americano afirmou ao ge que acredita no seu retorno ao comando do futebol alvinegro e acusou a Ares de fraude.
“Recebi a decisão com muita serenidade e respeito pelo tribunal. Mas foi uma decisão baseada em informações incorretas e enganosas apresentadas pelos advogados da Ares, que induziram os árbitros a erro”, disse o empresário.
Textor e Ares estão em guerra desde o ano passado. O fundo emprestou dinheiro para o empresário comprar o Lyon e nunca recebeu de volta a quantia. O americano deu ações da SAF do Botafogo como garantia do empréstimo. Assim, a Ares passou a tomar decisões de gestão na Eagle, holding de clubes criada pelo americano.
Nesta quinta, Textor disse que os advogados do fundo omitiram um documento do Tribunal Arbitral. Na decisão, os três árbitros do painel afirmaram que medidas recentes do americano “têm o potencial de causar danos irreparáveis aos acionistas e a toda a comunidade de torcedores do Botafogo”.
Entre as medidas citadas pelo tribunal, está o Contrato de Compra e Venda (SPA, na sigla em inglês) assinado por Textor em 26 de janeiro deste ano. Nele, o americano transfere para uma empresa nas Ilhas Cayman a participação societária da Eagle Bidco (controlada pela Ares) na SAF Botafogo.
No entanto, Textor argumenta que o contrato não era definitivo. O americano cita que a aprovação da Ares era necessária para que o acordo fosse válido, visto que a principal credora da Eagle Bidco tem as ações em contrato de garantia (pledge agreement, no termo em inglês).
*Com informações de ge



































