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A reforma do Imposto de Renda, aparentemente, fez Lula e o PT encontrarem um rumo na campanha para as eleições do ano que vem.
Reduzir a tributação para quem ganha até cinco salários-mínimos, mais de dois terços do eleitorado, reanimou o governo, o partido e o eventual candidato à reeleição.
Palavras de Lula, durante visita a uma fábrica de automóveis no interior de São Paulo, “estamos tirando de alguém que tem muito para as pessoas que trabalham muito e não têm nada, e essa é a política que eu acredito, de distribuição de renda, de distribuição de recurso, para que todos tenham um pouco para fazer a economia girar”.
As mudanças, se e quando aprovadas pelo Congresso, só teriam validade para o ano seguinte. Supondo-se aprovação dessa reforma nos próximos dez meses, as novas regras entrariam em vigor em janeiro de 2026, quando no governo se espera que Lula já tenha definido a candidatura à reeleição ou escolhido um substituto para a disputa presidencial.
O problema é a travessia política. À princípio, será difícil encontrar no Congresso oposição cerrada à ideia de redução de tributos sobre a renda — salvo a já declarada pelo núcleo de radicais aliados de Jair Bolsonaro, por coincidência, cada vez mais isolado no mapa político-partidário.
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É ingenuidade, no entanto, achar que a reforma do Imposto de Renda acontecerá sem oposição. Primeiro, porque os partidos têm para 2026 a agenda prioritária da sobrevivência parlamentar. Estarão na disputa pela eleição das maiores bancadas possíveis para a Câmara e o Senado. Segundo, porque é essa prioridade que vai condicionar o alinhamento político com o governo, com reflexos na montagem de candidaturas, inclusive à presidência.
Hugo Motta, presidente da Câmara, indicou com objetividade a interferência do Congresso que, sem a urgência desejada pelo governo, deve modificar quase todo o projeto, provavelmente, com menos margem de negociação para os interesses do Planalto do que se viu na reforma tributária.
Lula se limitou a pedir “mudanças para melhor”. Nem precisa muito mais, porque já conseguiu o que pretendia: uma bússola eleitoral. Se o resultado das mudanças decididas pelo Congresso for decepcionante para os eleitores, poderá dizer que tentou, fez a parte dele, cumpriu a promessa que levou ao palanque em 2022. Já tem um fato e uma fotografia para a campanha, tudo que a seção de marketing político do governo queria. O jogo começou.
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